A renovação do MpD passa pela formação de militantes, jovens, autarcas, comunicadores e quadros.
Um partido político não deve ser apenas uma máquina eleitoral. Deve ser uma escola de cidadania, liderança, serviço público e preparação governativa. Esta é uma das ideias mais importantes da moção de Luís Filipe Tavares: transformar o MpD num partido-escola.
O conceito é simples, mas profundo. Um partido-escola forma militantes, dirigentes, jovens, mulheres, autarcas, comunicadores, fiscais eleitorais e quadros técnicos. Ajuda cada pessoa a compreender melhor o país, os problemas públicos, as instituições, a comunicação política, a organização territorial e a responsabilidade de governar. A política não pode depender apenas de improviso e boa vontade. Precisa de conhecimento.
Cabo Verde é um país pequeno, mas os seus problemas são complexos. Transportes, água, energia, turismo, mar, educação, saúde, emprego jovem, diáspora, clima, justiça, finanças públicas e empresas públicas exigem preparação. O MpD não pode voltar ao Governo apenas porque quer voltar. Deve voltar porque se preparou melhor, estudou melhor e mobilizou melhores equipas.
A experiência de Luís Filipe Tavares dá força a esta proposta. O seu percurso combina ensino, administração pública, desenvolvimento local, diplomacia, defesa e formação de quadros. Por isso, a ideia de partido-escola não surge como adorno. Surge como método: formar pessoas para servir melhor.
Um partido-escola também renova a política interna. A juventude deixa de ser chamada apenas para animar campanhas e passa a ser formada para liderar. As mulheres deixam de ser tratadas como presença simbólica e passam a ocupar espaços de decisão preparados. Os autarcas partilham conhecimento territorial. Os antigos dirigentes transmitem memória e experiência. A diáspora acrescenta mundo, redes profissionais e competências.
Formar é também proteger o partido de erros. Um militante formado comunica melhor, fiscaliza melhor, mobiliza melhor e entende melhor a responsabilidade democrática. Um dirigente formado não confunde crítica com destruição, nem oposição com ruído. Um quadro formado sabe que governar exige prioridades, orçamento, execução e avaliação.
A derrota de 2026 deve abrir um ciclo de aprendizagem. O MpD deve perguntar: que competências precisamos de desenvolver para 2031? Que novas lideranças devemos preparar? Que temas nacionais temos de estudar com profundidade? Que juventude queremos formar para que não seja apenas plateia, mas autora do futuro?
A resposta da moção é clara: partido-escola. Um MpD que aprende é um MpD que se renova. Um MpD que forma é um MpD que se prepara. Um MpD que se prepara é um MpD que pode voltar a governar melhor.
Ao escolher Luís Filipe Tavares, os militantes escolhem um MpD que aprende, forma e prepara novas lideranças.





