A nova etapa do desenvolvimento exige instituições que funcionem melhor para cidadãos, empresas e municípios
Muitas vezes falamos de desenvolvimento como se ele dependesse apenas de crescimento económico. Mas desenvolvimento também é Estado. É a forma como o cidadão é atendido. É a rapidez da justiça. É a qualidade da saúde. É a previsibilidade das regras. É a relação entre administração pública, empresas, municípios e famílias.
A moção de Luís Filipe Tavares resume bem esta ideia: o Estado deve ser forte onde protege e simples onde serve. Forte na segurança, na justiça, na regulação, na proteção social, na saúde pública, na educação, na adaptação climática e na defesa do interesse nacional. Simples no atendimento, nos procedimentos, na relação com empresas, cidadãos, autarquias e diáspora.
Cabo Verde precisa de um Estado que ajude a produzir, não que complique a vida de quem quer trabalhar. Precisa de serviços públicos mais digitais, mas também mais humanos. Precisa de reduzir burocracia, simplificar licenças, melhorar execução de investimentos, responsabilizar empresas públicas, aproximar serviços do território e garantir que a administração serve o cidadão.
A experiência de Luís Filipe Tavares no Estado, na administração pública, na diplomacia, na defesa e no desenvolvimento local dá densidade a esta proposta. Quem conhece o Estado por dentro sabe que reformar não é gritar contra funcionários nem prometer milagres. Reformar é definir prioridades, organizar processos, formar pessoas, avaliar resultados e criar cultura de serviço.
Um Estado eficaz é também essencial para uma oposição responsável. O MpD deve fiscalizar o novo Governo com seriedade: orçamento, empresas públicas, saúde, educação, transportes, justiça, segurança, municípios e política externa. Mas deve também propor soluções. A crítica só ganha autoridade quando vem acompanhada de alternativa.
Estado eficaz não é Estado maior por vaidade, nem Estado mínimo por ideologia. É Estado adequado à realidade cabo-verdiana. Um pequeno Estado insular precisa de instituições competentes, parcerias inteligentes, capacidade de execução e confiança pública. Sem isso, nem turismo, nem mar, nem juventude, nem diáspora conseguem realizar todo o seu potencial.
A moção de Luís Filipe Tavares coloca esta agenda no coração do desenvolvimento. Porque Cabo Verde Desenvolvido não será apenas um país com mais projetos. Será um país com melhores instituições.
Escolher uma liderança preparada para esta etapa é escolher maturidade. O MpD precisa de voltar a ser partido de reforma, método e responsabilidade. E isso começa com uma visão clara sobre o Estado que Cabo Verde precisa.
A experiência de Estado de Luís Filipe Tavares dá à moção a maturidade necessária para preparar reformas responsáveis.





