Eleição interna: 6 de setembro

Uma campanha de escuta, cuidado e preparação para a nova etapa do MpD.

Cuidar do MpD: reorganizar antes de voltar a vencer

Um partido vivo não aparece apenas em campanha; trabalha todos os dias junto das bases.

Um partido não se mede apenas pelo número de dirigentes, pela memória das vitórias ou pela força das suas campanhas. Um partido mede-se pela vitalidade das suas bases, pela confiança dos militantes e pela capacidade de estar presente quando não há eleições. É neste sentido que a candidatura de Luís Filipe Tavares insiste numa expressão simples: cuidar do MpD.

Cuidar do MpD não é uma frase emocional. É um programa de reorganização. Significa reconhecer que, depois de anos de governação e de uma derrota legislativa, o partido precisa de voltar a olhar para dentro. Precisa de atualizar a sua relação com os concelhos, com as ilhas, com os núcleos, com os autarcas, com a juventude, com as mulheres, com antigos dirigentes e com a diáspora. Precisa de reconstruir confiança onde houve afastamento e de criar novos canais de participação onde antes havia silêncio.

A moção de Luís Filipe Tavares propõe que o MpD deixe de funcionar apenas em ciclos eleitorais. Um partido moderno deve funcionar como organização permanente de pensamento, formação, mobilização e preparação governativa. Deve conhecer os seus militantes, saber onde estão, ouvir o que pensam, formar novas lideranças e transformar a energia local em orientação nacional.

Este trabalho começa por uma pergunta simples: quem liga o partido às pessoas todos os dias? Não basta ter mensagens nacionais se elas não chegam ao militante do bairro, ao jovem que quer participar, à mulher que sente que a política fala pouco da sua vida concreta, ao emigrante que continua a amar Cabo Verde, ao autarca que conhece os problemas do território, ou ao antigo dirigente que acumulou experiência e merece ser ouvido.

Reorganizar o MpD é também trabalhar com dados. A política moderna não pode depender apenas de intuição. É preciso saber onde o partido perdeu confiança, onde há militantes afastados, onde há estruturas frágeis, onde a juventude não se sente chamada, onde a diáspora quer participar mas não encontra canal. Dados não substituem política; ajudam a fazer política com mais seriedade.

Cuidar do MpD é corrigir sem destruir. É reconhecer erros sem humilhar pessoas. É renovar sem apagar memória. É abrir espaço para novas gerações sem tratar a experiência como peso. É fazer da derrota um momento de aprendizagem e não um pretexto para guerras internas permanentes.

A candidatura de Luís Filipe Tavares apresenta-se como uma candidatura de método. Não promete apenas vencer uma eleição interna; propõe preparar o partido para voltar a merecer a confiança dos cabo-verdianos. E isso começa agora, com uma liderança que escuta, organiza e une.

Votar em Luís Filipe Tavares é votar num MpD que escuta, organiza, forma e prepara a vitória com trabalho diário.

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