Eleição interna: 6 de setembro

Uma campanha de escuta, cuidado e preparação para a nova etapa do MpD.

Território e poder local: nenhuma ilha pode ser periferia

O desenvolvimento de Cabo Verde começa no chão concreto das comunidades

Cabo Verde não se desenvolve apenas a partir do centro. Desenvolve-se nas ilhas, nos concelhos, nos bairros, nas comunidades rurais, nas cidades, nos portos, nas escolas, nos centros de saúde, nas estradas, nos mercados e nas autarquias. É por isso que a moção de Luís Filipe Tavares coloca o território no centro.

Território não é palavra técnica. É a vida concreta das pessoas. É a diferença entre ter ou não ter transporte. Ter ou não ter água. Ter ou não ter oportunidade na sua ilha. Ter ou não ter serviços próximos. Ter ou não ter economia local capaz de fixar jovens. Um país arquipelágico que não valoriza o território aprofunda desigualdades.

Luís Filipe Tavares tem uma trajetória ligada ao desenvolvimento local, à administração pública, à descentralização e ao poder local. Essa experiência é importante para o momento atual do MpD. O partido precisa de voltar a ouvir autarcas, assembleias concelhias, estruturas locais e militantes que conhecem o país real. Nenhuma estratégia nacional será forte se ignorar as comunidades.

A moção propõe valorizar municípios como motores de desenvolvimento local. Isto significa que as autarquias não devem ser vistas apenas como executoras periféricas. Devem participar na definição de prioridades, na mobilização social, na economia local, no ordenamento do território, na juventude, na cultura, no ambiente e na coesão social.

Cada ilha tem vocações, limites e oportunidades. O Sal e a Boa Vista têm forte peso turístico. Santiago concentra população, serviços e poder institucional. São Vicente tem tradição urbana, cultural e económica. Santo Antão, Fogo, Maio, Brava e São Nicolau têm ativos que precisam de estratégias próprias. Desenvolvimento territorial é reconhecer diferenças sem criar hierarquias de abandono.

Um MpD reorganizado deve ser capaz de trabalhar por ilha e por concelho. Deve criar escuta permanente, preparar quadros locais, apoiar autarcas, recolher propostas e transformar experiência municipal em programa nacional. O partido-rede e o partido-programa só fazem sentido se tiverem chão territorial.

O desenvolvimento pleno exige coesão. Nenhum cabo-verdiano deve sentir que nasceu numa periferia do futuro. A moção de Luís Filipe Tavares propõe exatamente isso: um país onde cada território conta, cada autarquia participa e cada comunidade é vista como parte da solução.

Votar nesta moção é votar num MpD que olha para Cabo Verde inteiro. Das ilhas à diáspora, do bairro à política nacional, do poder local ao Estado, o desenvolvimento começa onde as pessoas vivem.

A liderança de Luís Filipe Tavares oferece ao MpD uma visão territorial assente em experiência concreta de desenvolvimento local.

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