Eleição interna: 6 de setembro

Uma campanha de escuta, cuidado e preparação para a nova etapa do MpD.

Juventude autora do futuro, não plateia de campanha

A nova etapa do MpD deve dar aos jovens espaço real, formação e responsabilidade

Todas as campanhas falam dos jovens. Poucas lhes dão poder real. A moção de Luís Filipe Tavares propõe uma mudança de atitude: a juventude não deve ser plateia de campanha; deve ser autora do futuro.

Esta frase é mais profunda do que parece. Ser plateia é assistir, aplaudir, partilhar cartazes e esperar que outros decidam. Ser autor é participar na definição de prioridades, construir propostas, ocupar responsabilidades, aprender a liderar e ser avaliado pelo mérito. O MpD que quer voltar a vencer precisa de jovens que pensem, comuniquem, organizem e governem.

Cabo Verde tem uma juventude mais escolarizada, mais conectada ao mundo e mais exigente. Mas muitos jovens continuam confrontados com incerteza profissional, dificuldade de inserção no mercado de trabalho, necessidade de emigrar, falta de oportunidades por ilha e distância em relação aos partidos. Não basta pedir o voto jovem; é preciso dar sentido à participação jovem.

A moção propõe formação, tecnologia, cultura, desporto, empreendedorismo acompanhado, orientação vocacional, estágios de qualidade e participação política real. Mas propõe também algo mais importante: preparar a juventude para construir desenvolvimento. Isso significa ligar educação a setores produtivos, aproximar formação profissional das empresas, valorizar competências digitais e abrir espaços para que jovens contribuam com soluções para os problemas reais do país.

Um partido-escola deve formar jovens dirigentes. Um partido-rede deve ligar jovens de diferentes ilhas e da diáspora. Um partido-programa deve integrar jovens nos grupos de políticas públicas. Um partido-comunidade deve dar à juventude contacto com o país concreto: bairros, escolas, associações, autarquias, economia local e causas sociais.

A juventude não quer apenas futuro abstrato. Quer trabalho, mobilidade, habitação possível, qualidade de ensino, saúde mental, segurança, cultura, digital, mérito e confiança. Quer sentir que a política não fala dela como ornamento, mas com respeito.

Luís Filipe Tavares tem defendido uma liderança serena e preparada. Essa serenidade é importante para abrir espaço à juventude sem instrumentalizar a sua energia. Renovar não é trocar experiência por idade. Renovar é criar equipas intergeracionais, onde os jovens tenham voz e responsabilidade.

No dia 6 de setembro, muitos militantes terão de escolher que tipo de MpD querem. Um partido que usa a juventude como imagem ou um partido que forma a juventude como liderança. A moção de Luís Filipe Tavares escolhe a segunda opção.

Com Luís Filipe Tavares, a juventude ganha lugar na construção do partido e do futuro de Cabo Verde.

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