Eleição interna: 6 de setembro

Uma campanha de escuta, cuidado e preparação para a nova etapa do MpD.

Da democracia ao desenvolvimento: a nova razão histórica do MpD

Por que a moção de Luís Filipe Tavares propõe uma nova etapa para o partido e para Cabo Verde.

Há partidos que nascem para responder a uma emergência histórica. O MpD nasceu para abrir Cabo Verde à liberdade política, ao pluralismo, à alternância e à democracia. Essa missão marcou uma geração e transformou o país. Mas nenhum partido continua necessário apenas por aquilo que fez ontem. Os partidos que fizeram história só continuam vivos quando são capazes de renovar a sua razão de existir.

A moção de estratégia de Luís Filipe Tavares parte precisamente desta verdade: Cabo Verde já consolidou a democracia, mas ainda não alcançou o desenvolvimento pleno. Temos instituições, estabilidade, reputação internacional e uma sociedade habituada à alternância. Porém, continuamos confrontados com desafios estruturais: pequena escala, insularidade, dependência excessiva de poucos setores, vulnerabilidade climática, desigualdades territoriais, informalidade, dificuldades de emprego jovem e necessidade de serviços públicos mais eficazes.

A pergunta central já não é apenas quem defende a democracia. Essa pergunta continua importante, mas não basta para mobilizar a nova geração. A pergunta decisiva é: quem está preparado para transformar a democracia em desenvolvimento concreto? Desenvolvimento significa oportunidades, rendimento, educação útil, saúde próxima, território equilibrado, turismo qualificado, economia produtiva, mar valorizado, diáspora integrada e Estado que serve melhor.

É por isso que a moção fala de um MpD que deve renovar o seu propósito. O D de Democracia continua a ser raiz. Não se apaga a história. Não se renega a missão fundadora. Mas a democracia deve agora produzir mais desenvolvimento. A liberdade política precisa de se traduzir em liberdade de prosperar, de estudar, de trabalhar, de empreender, de permanecer na sua ilha com dignidade ou de regressar da diáspora com confiança.

Depois da derrota legislativa de 17 de maio de 2026, o MpD não precisa de ressentimento nem de ajuste de contas. Precisa de humildade, escuta e preparação. A derrota foi um aviso político, não uma sentença histórica. O partido continua grande, competitivo e necessário, mas deve reencontrar uma mensagem capaz de falar ao país real: às bases, aos jovens, às mulheres, aos autarcas, aos quadros, aos empreendedores e às comunidades emigradas.

Luís Filipe Tavares propõe essa transição com uma ideia simples: cuidar do MpD, corrigir o rumo e voltar a vencer. Cuidar é ouvir o partido. Corrigir é reorganizar com método. Voltar a vencer é preparar uma alternativa séria, responsável e competente para Cabo Verde. O desenvolvimento não é apenas uma palavra bonita; é a nova razão histórica que pode voltar a unir o MpD e mobilizar o país.

A grande escolha dos militantes é, portanto, entre uma disputa interna fechada em nomes e uma candidatura que oferece um horizonte. A moção de Luís Filipe Tavares oferece esse horizonte: o MpD democratizou Cabo Verde; agora deve preparar-se para desenvolver Cabo Verde.

No dia 6 de setembro, votar em Luís Filipe Tavares é escolher uma liderança que honra a democracia conquistada e prepara o MpD para a missão do desenvolvimento.

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